Escolaridade obrigatória

Por manuais gratuitos<br> e certificados

Os manuais escolares do ensino básico e secundário devem ser certificados e gratuitos para todos os alunos que frequentam a actual escolaridade obrigatória nos estabelecimentos de ensino público. A ideia não é nova e por ela há muito se bate o PCP que, há dias, voltou a apresentar um projecto de lei visando dar corpo àquele objectivo.

Os manuais escolares têm ainda enorme relevância

Ao definir um regime de certificação capaz de garantir a sua qualidade, com isso, na perspectiva da bancada comunista, melhorado e valorizado é o já de si importante papel assumido pelo manual escolar para muitas crianças e jovens, e até escolas – ainda que seja um instrumento cada vez menos exclusivo -, no cumprir de finalidades programáticas das disciplinas ou áreas curriculares.
Daí que, segundo a proposta comunista, os estabelecimentos de ensino básico e secundário só possam adoptar manuais escolares previamente certificados por uma Comissão Nacional de Avaliação e Certificação, nomeada pelo Ministério da Educação e presidida por uma personalidade de reconhecido mérito científico e pedagógico. Desta comissão, de acordo com o articulado do diploma comunista, farão parte representantes das comunidades educativa e científica e das organizações profissionais e científicas dos docentes.

Certificar a qualidade

Atendendo à diversidade das matérias e à exigência de requisitos de qualidade científica e pedagógica, proposto é ainda o funcionamento de subcomissões especializadas por áreas disciplinares.
O procedimento final de certificação conta, por último, com a apreciação prévia das escolas, através de documento específico redigido pelos docentes dirigido à Comissão Nacional de Avaliação e Certificação. Assegurado está, como não podia deixar de ser, que da decisão de não certificação haja a possibilidade de recurso para o Ministro da Educação.
Em caso de ausência de iniciativa editorial, cabe ao Estado «assegurar a elaboração, produção e distribuição de manuais escolares ou de outros recursos didáctico- pedagógicos», refere o projecto de lei do PCP, que presta ainda uma atenção particular à adopção de manuais relativos, por um lado, à escrita e à leitura, e, por outro, às necessidades educativas especiais.

Cumprir a Constituição

No que respeita à gratuitidade dos manuais escolares - o segundo grande objectivo inscrito no diploma - , para o Grupo comunista trata-se de cumprir um direito constitucionalmente consagrado. Nesse sentido, e depois de ter feito contas, o Grupo Parlamentar do PCP chegou à conclusão que o investimento necessário para garantir a gratuitidade dos manuais a todos os actuais alunos da escolaridade obrigatória regular se cifra em € 62,3 milhões, ou seja, 2,1 por cento do orçamento de funcionamento do Ministério da Educação relativo à escolaridade obrigatória para 2006. O que, observam os deputados comunistas, é um valor residual face ao impacte social positivo de uma tal medida.


Mais artigos de: Assembleia da República

PS chumba boas soluções

A sustentabilidade da Segurança Social esteve em debate no Parlamento. A iniciativa foi do PCP que apresentou contributos inovadores para a resolução dos problemas existentes. PS, PSD e CDS/P, sem alternativas ou sugestões, porventura apostados em perpetuar as actuais fragilidades do sistema, votaram contra.

Dizer não ao clientelismo

O PCP contesta as alterações à Lei Orgânica do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. Abrem as portas ao clientelismo, comprometendo a capacidade e competência, adverte a bancada comunista, que, por isso, requereu a apreciação parlamentar do diploma.

Lei carece de mudanças

Uma oportunidade desperdiçada para apoiar a transformação da escola pública, a qualificação dos portugueses e a estabilidade do processo ensino-aprendizagem, eis, em síntese, como vê o Grupo Parlamentar do PCP o diploma (D.L. n.º 20/2006) que regula o concurso para selecção e recrutamento do pessoal docente da educação...

Desigualdade de tratamento

No Instituto de Segurança Social são cerca de três mil os trabalhadores contratados em regime de Contrato Individual de Trabalho, a maioria desde 2001, afectados pela falta de um regulamento interno das carreiras do pessoal daquele quadro específico.Na origem desta situação está o que a bancada comunista considera ser...